terça-feira, 4 de junho de 2013

Mar engole condomínio de luxo e pontos turísticos em Sergipe


 

DANIELLE MENEZES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM ARACAJU

Menor Estado do país, Sergipe começa a sentir com maior intensidade os efeitos do avanço do mar.
A invasão das águas afetou povoados e condomínio de luxo. Na capital, Aracaju, vem destruindo pontos turísticos e já ameaça bairros inteiros.
O transtorno mais recente em Aracaju se estende desde o dia 3 de maio. Um trecho de 600 metros da avenida Beira-Mar, uma das principais da cidade, foi interditado em razão do avanço das águas do rio Sergipe, que é ligado ao oceano Atlântico.
Enquanto a prefeitura (do DEM) e o governo (do PT) não se entendem sobre os estudos ambientais necessários à obra de recuperação, o trânsito na avenida fica caótico nos horários de pico e comerciantes reclamam da queda no movimento.
A chamada erosão costeira --desequilíbrio entre "o que chega" e "o que sai" de sedimentos no mar-- responde em grande parte pela mudança de cenário em Sergipe.
"Nossa costa é formada por depósitos sedimentares, não é rochosa e com contenção costeira como em outras regiões. E temos muita água ao redor de Aracaju, influência do mar e de marés", diz o secretário estadual do Meio Ambiente, Genival Nunes.
Na orla da praia de Atalaia, a mais famosa de Aracaju, a praça de eventos foi interditada após o mar destruir parte da estrutura. Bares localizados no início desta praia também já viraram história, assim como parte do asfalto da avenida litorânea.
Até uma atração de Aracaju que figurava no Guinness Book cedeu ao avanço das águas. Reconhecida em 2010 como "maior árvore de Natal do mundo", a estrutura não é montada desde 2011, quando o local da montagem foi coberto por dois rios.

domingo, 2 de junho de 2013

Governador é internado na UTI, após quadro febril
 
Marcelo Déda realiza tratamento para uma neoplasia
Marcelo Déda está consciente e orientado(Foto: Arquivo Infonet)
O governador Marcelo Déda teve que ser transferido na noite do dia 31 de maio para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento específico, com estabilização do quadro clínico após apresentar quadro febril.
A informação sobre o estado de saúde de Marcelo Déda foi enviada através de nota pelo Hospital Sírio Libanês, onde diz que o governador encontra-se consciente, orientado, respira sem ajuda de aparelhos e sendo atendido pelas equipes dos Profs. Drs. Paulo Hoff e Roberto Kalil Filho.
O governador está internado no Sírio Libanês desde o dia 27 de maio, onde realiza tratamento para uma neoplasia gastrointestinal, com quadro de dificuldade alimentar. Este quadro está sendo corrigido com medidas de suplementação nutricional desde a internação.
Esclarecimentos
No dia 29 de maio, Marcelo Déda através de uma rede social atualizou as informações acerca de seus últimos exames realizados em São Paulo, integrando a rotina do seu tratamento contra o câncer.
“Amigos, quero tranquilizá-los sobre as últimas notícias. Estou bem, não fiz quimioterapia. Vim a São Paulo por dificuldades de alimentação e náuseas”, afirma o comunicado postado pelo governador.
Fonte: Nota do Hospital Sírio Libanês

sábado, 1 de junho de 2013

Nossa Senhora das Dores (SE): seca provoca prejuízo à região

No quadro “Fala Prefeito” desta sexta-feira (31), o Bom Dia Sergipe recebeu o gestor do município de Nossa Senhora das Dores, distante 72Km de Aracaju, Fernando Lima (PDT). O município é considerado um berço da produção pecuária e se destaca também na atividade açucareira. O atual prefeito fala sobre os desafios encontrados e sobre administração pública.
Nossa Senhora das Dores tem 24.580 habitantes distribuídos em 483, 350 km2. Com o Produto Interno Bruto (PIB) de 155,311 milhões, o que representa 0,65% do total da riqueza do Estado. O orçamento da região para este ano é 28 milhões. Nossa Senhora das Dores está entre os municípios que decretaram a situação de emergência por causa da seca.
Com a chegada das chuvas a situação de emergência do município foi amenizada. “Amenizou, mas decretamos estado de emergência desde o mês de fevereiro. A seca causou grandes perdas na nossa agricultura, na pecuária, surtiu efeitos no comércio e nós estávamos em situação difícil”, afirmou o gestor do município.
A prefeitura decretou situação de emergência para buscar ajuda do Governo do Estado e do Governo Federal.  “Estamos buscando amparos e alternativas para amenizar o sofrimento da população. Infelizmente não se tem um retorno necessário, o município não tem receita extra para investir na hora da seca, na hora de enchente, infelizmente os recursos são poucos e já direcionados”, relatou o prefeito.
O Governo do Estado e o Governo Federal tem auxiliado o município com caminhões pipa para atender à população que estava sem condições de ter água potável para o consumo próprio, e com distribuições de 2.300 cestas básicas, auxilio que fez amenizar a situação que o município estava vivenciando.
No mês de abril, a diretoria do Hospital e Maternidade São Francisco de Assis, anunciou o fechamento das instalações por falta de estrutura e profissionais, e para a população não ficar prejudicada a diretoria optou em manter os serviços de urgência e emergência. “A unidade de saúde era administrada por uma associação filantrópica, que se endividou e ficou inviabilizada de conveniar com o município. E devido a esse problema o município passou a prestar um serviço inadequado para a população, mas as devidas providências já estão sendo tomadas e a população já está recebendo um serviço de urgência de qualidade”, afirmou.
O matadouro do município já foi alvo de denúncias por falta de condições de higiene e o prefeito afirma que existem três problemas que a prefeitura não tem como atender, o primeiro é o lixo, o segundo são problemas relacionados com esgoto sanitário e o terceiro é a fiscalização do matadouro, mas ainda de acordo com o prefeito, soluções estão sendo buscadas.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Fábio Henrique diz que o PDT de Sergipe elegerá deputado federal

Fábio Henrique na convenção estadual do PDT ao lado do presidente Carlos Lupi
Fábio Henrique na convenção estadual do PDT ao lado do presidente Carlos Lupi
Durante entrevista na manhã desta terça-feira (07), ao radialista Gilmar Carvalho, na Rede Ilha, o presidente estadual do PDT – Partido Democrático Trabalhista e Prefeito de Nossa Senhora do Socorro, segundo maior eleitorado de Sergipe, Fábio Henrique, interagiu com moradores do Município, onde alguns fizeram reivindicações de Serviços e Obras e outros o elogiaram pelo excelente trabalho que o mesmo vem realizando na Cidade da Região Metropolitana. “Nasci em Socorro e nunca vi quem trouxesse tantos benefícios como a sua Administração Fábio. Hoje temos até um Shopping Center e milhares de empregos gerados nas Indústrias”, agradeceu um ouvinte.
Ao falar sobre as eleições de 2014, o prefeito Fábio Henrique mostrou que está organizando o PDT, Partido do qual é presidente estadual. “Nosso planejamento está focado em elegermos um Deputado Federal e ao menos dois Deputados Estaduais. Para isso começamos a dialogar com nossos Vereadores, Prefeitos e Lideranças nos municípios sergipanos”. Revelou Fábio. Questionado por Gilmar se os nomes dos Deputados Federais e Estaduais já estavam definidos, Fábio Henrique respondeu,“além do Deputado Zé Franco, os demais nomes ainda não estão definidos”. E completou, “tenho por Zé Franco um enorme carinho. Somos Parceiros e vamos continuar com essa Parceria que tem trazido bons resultados pra Socorro”.
Ao final da entrevista, Gilmar Carvalho perguntou se Fábio seria candidato a Vice-Governador, numa chapa com o atual Prefeito de Aracaju, João Alves. “Sou candidato a fazer um segundo mandato melhor do que o primeiro”. Respondeu Fábio Henrique. No entanto, confirmou o que a imprensa vem informando, “o PDT vai dialogar com as Forças políticas de Sergipe para estar presente numa Chapa Majoritária em 2014. Seja indicando um Vice-Governador ou um nome para Senador. Para isso estamos dialogando com algumas pessoas da Sociedade sergipana, e outras ainda vamos procurar, e as convidaremos para se filiarem ao nosso Partido”.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Polícia apreende quase 2 toneladas de maconha em Simão Dias, SE

Polícia totaliza 3533 kg de maconha durante os 4 primeiros meses de 2013.
Quadrilha ainda não foi desarticulada.

Do G1 SE
Foram apreendidos quase dois mil quilos de maconha pela Polícia Federal nesta segunda-feira (29), no município de Simão Dias, região Oeste de Sergipe. A interceptação faz parte de uma investigação que já apreendeu outro carregamento no Estado e havia iniciado em janeiro deste ano.
A droga estava em uma carreta com placa de São José do Egito, Pernambuco e foi interceptada na BR-101 com os 1850 kg do entorpecente.
Segundo a polícia o proprietário já vinha sendo investigado a alguns meses e ao interceptar o veículo já possuíam um mandato de busca e apreensão. “Foi representado para o juiz de Japaratuba e logo que identificamos o veículo o apreendemos”, explica o delegado, Daniel Horta.
Com a apreensão feita, a polícia totaliza 3533 kg de maconha durante os quatro primeiros meses deste ano. O volume quase supera a quantidade total apreendida em 2012, que foi de 3600 kg.
veja também

sábado, 27 de abril de 2013

Chuva que caiu no litoral de Sergipe já atingiu o esperado para o mês

Tempo deve ficar instável até a próxima segunda-feira (29).
No Sertão a chuva foi de 70 milímetros perto da média esperada.

Do G1 SE O final de semana ainda pode ser de chuva em Sergipe. Segundo a previsão da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), a estimativa é de que o tempo fique instável até a madrugada da próxima segunda-feira (29).
De acordo com o meteorologista Overland Amaral, nos últimos cinco dias a chuva atingiu 210 milímetros na faixa litorânea do Estado, volume esperado para todo o mês de abril.
No Agreste, o índice chegou a 80 milímetros, mais da média esperada para abril, que é de 150. Já no Sertão, a chuva nos últimos cinco dias foi de 70 milímetros, perto da média esperada, que é de 80 milímetros, volume que pode ser atingido caso se confirme a previsão de mais chuva nos próximos dias.
tópicos:

domingo, 21 de outubro de 2012

O

América dividida: uma disputa 

aberta

REPORTAGEM ESPECIAL: A polarização do voto norte-americano 

em um cenário de crise e após 4 anos de governo Obama

 
CLIQUE NO LINK PARA VISUALIZAR MELHOR:

ZARMike Segar/Reuters

 

Lourival Sant'Anna, enviado especial aos EUA
Nas últimas semanas, o Estado percorreu 10 cidades de 5 Estados americanos
e ouviu 79 eleitores.
Juntos, eles compõem o mosaico do eleitor americano: brancos conservadores e liberais, latinos, negros, asiáticos, pobres, ricos, protestantes e católicos. O quadro é o de um país polarizado, como sugere a pequena fatia de indecisos: em torno de 5%.
Depois de quatro anos de crise econômica e de governo do primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, o voto obedece fielmente à classe social, à identidade étnica, à convicção religiosa e à idade – sendo o resultado de um entrecruzamento dessas quatro coisas.
O repórter do Estado não encontrou nenhum latino ou negro que pretendesse votar no republicano Mitt Romney. As opiniões dividem-se na classe média branca. Entre os ricos é muito difícil encontrar um eleitor do democrata Barack Obama, como é quase impossível achar um pobre que vá votar em Romney. Dentre os marginalizados, no entanto, a própria condição vulnerável que os inclinaria a votar em Obama faz com que não votem em ninguém. É o caso dos moradores de trailers das "comunidades móveis", o equivalente americano das favelas, e dos "mojarritas", imigrantes latinos ilegais, que não podem votar.
Detroit é a grande história de sucesso econômico do governo Obama, que salvou o 1,1 milhão de empregos da indústria automobilística e gerou outros 250 mil. Trabalhadores brancos conservadores, que costumavam votar nos republicanos, incluindo em John McCain, o adversário de Obama em 2008, "converteram-se" agora a Obama, que veem como salvador.
Seu contraponto é Las Vegas, duramente atingida pela crise, simbolizada por cinco esqueletos de hotéis-cassinos na célebre The Strip, a avenida que concentra as atrações da cidade. Mesmo assim, em Las Vegas Norte, cidade-dormitório que fornece a mão de obra para a construção civil e para a indústria do turismo, latinos e negros culpam o presidente anterior, o republicano George Bush, por sua situação e querem darmais quatro anos a Obama. Já na rica Summerlin, a noroeste de Las Vegas, instrutores de golfe, paisagistas, donos de loja e empresários votam maciçamente em Romney.
Obama é extremamente impopular dentre os aposentados que realizaram o sonho de deixar o frio do norte para ir morar na Flórida, o "Estado do sol e do imposto baixo". Eles se queixam de que a reforma do sistema de saúde aumentou suas contribuições. Já os mais jovens acham que Obama garantiu a sua aposentadoria. No meio, as opiniões se dividem entre os que consideram a reforma autoritária, por obrigar todos os cidadãos a pagar um plano de saúde, e os que se perguntam por que os Estados Unidos não podem ter um sistema público de saúde, como outros países desenvolvidos.
As credenciais conservadoras de Romney não são impecáveis: ao longo de sua carreira política em Massachusetts, Estado liberal, ele aceitava o aborto em alguns casos e preocupava-se com temas ambientais. Além disso, Romney é mórmon. O Estado foi testar o ânimo dos conservadores de sair de casa para votar nele em Lynchburg, na Virgínia, sede da Universidade Liberty, centro irradiador da ideologia conservadora batista. Romney é considerado um "mal menor" diante do presidente "muçulmano e socialista". Aqui, valores morais e individualismo econômico se casam harmonicamente.
Mas há outro grupo de conservadores religiosos, de correntes evangélicas, que vivem a divisão dentro de si mesmos: suas preocupações sociais os aproximam de Obama, mas seus princípios morais os impedem de votar nele, principalmente por causa do aborto e do casamento entre homossexuais. Seu dilema reflete, em certo sentido, a polarização do país.
Em 2008, o Estado percorreu também 5 Estados em busca do perfil do eleitor americano. Encontrou "a América em movimento", uma nova geografia política desenhada pela interiorização dos eleitores liberais das duas costas, que se mudaram para os Estados conservadores em busca de melhores salários, moradia e educação para os filhos mais baratas. Essa redistribuição favoreceu os democratas, no sistema americano de escolha indireta do presidente pelo voto dos delegados de cada Estado em um colégio eleitoral.
A crise estancou esse movimento. As posições dos americanos se cristalizaram. A América ficou dividida.