terça-feira, 12 de agosto de 2014

Ibope: Em Sergipe, Eduardo Amorin e Jackson Barreto têm 33% das intenções

Aliny Gama
Do UOL, em Maceió



Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (12) pela TV Sergipe aponta empate entre dois candidatos ao governo do Estado: Eduardo Amorim (PSC) e Jackson Barreto (PMDB), que concorre à reeleição.
Os dois aparecem com 33% das intenções de voto cada um. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento mostra ainda um empate técnico na terceira colocação: Professora Sônia Meire (PSOL) tem 4%, contra 2% de Betinho (PTN). O candidato Aírton da CGTB (PPL) não pontuou.
Votos nulos e brancos somam 19%, e os que não souberam responder foram 9%. Este foi o primeiro levantamento do Ibope na corrida pelo governo de Sergipe. 
A pesquisa ouviu 812 pessoas e foi registrada sob o protocolo SE-00012/2014. Segundo o Ibope, o nível de confiança é estimado em 95%, e 

Candidato à reeleição registra maior taxa de rejeição

A pesquisa apontou também a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, que determina em quem os entrevistados não votariam de forma alguma.
O governador Jackson Barreto (PMDB) registrou a maior taxa de rejeição, com 33%. Eduardo Amorim (PSC) obteve 27%; Betinho (PTN) marcou 20%. Airton da CGTB (PPL) e Professora Sônia Meire (PSOL) obtiveram os mesmo números de rejeição: 18%. Além disso, 15% dos pesquisados informaram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos.

Avaliação do atual governo é marcada por índices iguais nos extremos

Sobre o atual governo, o levantamento do Ibope mostrou que os extremos se equivalem na avaliação da gestão de Barreto.
Isso porque 29% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom, mesmo número dos que acham que o governo do peemedebista é ruim ou péssimo.
Outros 37% avaliam como regular o mandato de Barreto, e outros 5% bão opinaram.
A pesquisa ainda apontou que as questões que mais incomodam os sergipanos são saúde (79%), segurança pública (70%) e educação (59%) --os entrevistados tiveram a opção de mencionar até três respostas.

domingo, 9 de março de 2014

Acolhimento do Mais Médicos começa na segunda, 10
 
 
Médicos ocupam vagas ociosas da terceira etapa do Programa
O grupo seguirá para 14 municípios do interior sergipano (Foto: SES)
Os 24 médicos cubanos que desembarcaram em Aracaju na última quarta-feira, 05, para ocupar as vagas ociosas da terceira etapa do Programa Mais Médicos iniciam nessa segunda-feira, 10, os módulos de Acolhimento.
Essa fase faz parte do cronograma do programa do Governo Federal para que os novos médicos possam conhecer melhor a política de saúde estadual e as peculiaridades do município onde irão atuar. Os sete médicos intercambistas e os três brasileiros que fazem parte do Programa também participarão do Acolhimento, que será realizado no Real Classic até quarta-feira, 12.
O Acolhimento será aberto às 8 horas pela secretária de Estado da Saúde, Joélia Silva Santos.  No último dia do acolhimento, os 28 médicos cubanos participantes do segundo ciclo, e que já se encontram em Sergipe desde outubro, se juntarão aos colegas recém-chegados para participar de um encontro com a UNA-SUS, instituição responsável pelo curso de especialização para os Médicos do Programa no Estado. Será a primeira aula presencial da Universidade Aberta do SUS para essa turma.
Mais Médicos em Sergipe
Com a chegada desse novo grupo de profissionais, sobe para 112 o número de médicos participantes do Programa lançado em julho do ano passado pela presidente Dilma. Os Mais Médicos estão distribuídos em 38 municípios sergipanos que estavam com carência de médicos
Os municípios são: Aracaju, Arauá, Aquidabã, Brejo Grande, Boquim, Carira, Capela, Cedro de São João, Cristinápolis, Estância, Frei Paulo, Gararu, Ilha das Flores, Japoatã, Lagarto, Macambira, Monte Alegre, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Pirambu, Poço Redondo, Propriá, Santa Luzia do Itanhy, Santo Amaro, São Cristóvão, Simão Dias, Tobias Barreto, Umbaúba, Rosário do Catete, São Domingos, Tomar do Geru, Neópolis, Salgado, Santana do São Francisco e São Francisco.
Fonte: Ascom SES

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

TSE define regras das eleições de 2014 e proíbe telemarketing
 

Tribunal também fixou limite para candidato financiar sua própria campanha.
Corte aprovou nesta quinta (27) novas regras para a disputa eleitoral.

 

Mariana OliveiraDo G1, em Brasília
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira (27) três novas resoluções que definem regras para a disputa eleitoral deste ano. Uma das mudanças é a proibição aos candidatos de recorrerem a empresas de telemarketing para fazer propaganda eleitoral.
Nas regras elaboradas para a propaganda eleitoral, os ministros do TSE proibiram a prática de telemarketing, independentemente do horário. Além disso, a corte eleitoral tornou obrigatório que todo debate ou propaganda na televisão tenha legenda ou seja traduzido para Libras, a Linguagem Brasileira de Sinais.
Na resolução sobre escolha e registro de candidatos, ficou decidido que não será mais permitido, a partir das eleições de outubro, que o político se apresente com o nome de algum órgão da administração pública direta ou indireta, além de autarquias e empresas públicas. Por exemplo, não será mais autorizado os candidatos concorrerem com "nome de urna" como Chico do INSS ou João da UnB.
Outra mudança definida nesta quinta pela Justiça Eleitoral é o prazo de substituição de candidatos que irão concorrer nas eleições. Até o pleito anterior, a troca podia ocorrer 24 horas antes do dia da votação. A partir deste ano, o prazo-limite para alteração é 20 dias antes da eleição.
A única exceção prevista pelo tribunal é para falecimento de candidatos. Nessas situações, será permitida a alteração até a véspera do pleito.
Limite de financiamento
Sobre as regras de arrecadação e gastos de recursos em campanha eleitoral, a principal mudança foi a fixação de limite para que um candidato financie sua própria campanha – antes, não havia limitação. A partir de 2014, o candidato só poderá utilizar na campanha o limite de 50% de seu patrimônio declarado à Receita Federal no ano anterior às eleições.
O ministro Dias Toffoli, relator das resoluções sobre as eleições no TSE, propôs a mudança com base no Código Civil, que proíbe que uma pessoa faça doações superiores a 50% do próprio patrimônio.
Toffoli retirou do texto a proibição para que empresas estrangeiras fizessem doações a candidatos. Após debate entre os ministros do TSE, ficou definido que se aguardará o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir se empresas, de modo geral, podem ou não fazer doações a políticos ou partidos.
O julgamento do tema começou em dezembro do ano passado, e quatro ministros votaram para proibir o financiamento empresarial. Ainda não há previsaõ de quando o julgamento será retomado.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Ilha Grande está entre os dez melhores paraísos da América do Sul

20/2/2014 13:42


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Ilha Grande ficou em sexto lugar

Por Celso Martins- Ilha Grande, no Litoral do Rio de Janeiro, está entre os dez melhores paraísos tropicais da América do Sul, segundo o Travelers’ Choice 2014, do TriAdvisor, maior site de viagens do mundo. No ano passado Ilha Grande ficou em terceiro lugar e neste ano ocupa a sétima posição no Top 10.
A ilha de Fernando de Noronha passou do quarto para o segundo lugar na avaliação dos viajantes. Entre as 10 melhores da América do Sul, cinco estão no Brasil. Neste ano ficou em terceiro lugar ficou Tinharé, ilha localizada na região de Morro de São Paulo, no Sul da Bahia, e que no ano passado não aparecia entre as dez. Ilha Bela, em São Paulo, melhorou de posição do sexto para o quinto.
O prêmio anual reconhece mais de 100 ilhas em todo o mundo, incluindo as listas das 10 melhores ilhas da África, Ásia, Caribe, Europa, América do Sul, Pacífico Sul e EUA. A melhor ilha do mundo é “Ambergris Caye”, de Belize, mantendo o resultado do ano passado, quando foi lançado o prêmio.
A Ilha de Páscoa, no Chile, ficou em nono lugar entre as melhores do mundo e em primeiro na América do Sul. As vencedoras do Travelers’ Choice são determinadas com base na qualidade e na quantidade de avaliações, dos últimos 12 meses, de hotéis, restaurantes e atrações listados em cada ilha no site do TripAdvisor.
Veja a lista completa e fotos dos vencedores no
blog Tudo Viagem

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Dilma vincula estratégia econômica à reeleição (Josias de Souza)

 
 
Marcello Casal/ABr
O governo não espera um ano brilhante na economia. Traçou objetivos modestos. Na expressão de um auxiliar de Dilma Rousseff, o essencial para ela é “evitar sobressaltos”. Os dez mandamentos da felicidade econômica do governo em 2014 começam com não —não permitir que a inflação estoure, não exagerar na dose de juros, não descuidar dos gastos, não crescer menos do que no ano passado, não dar motivos para a perda do grau de investimento, não deixar que o Brasil seja confundido com emergentes em crise, não atrapalhar os investidores, não aceitar que o Congresso crie novas despesas, não fornecer munição à oposição e não comprometer a reeleição.
Nos próximos dias, Dilma adotará providências para tentar demonstrar que não brincava quando tocou trombone em Davos: “Meu governo definirá em breve a meta fiscal para o ano, consistente com a meta de redução da dívida pública.” A data-limite para que a tesoura mostre do que é capaz é 20 de fevereiro. Mas já nesta segunda-feira (3), na mensagem que enviará ao Congresso, a presidente reafirmará seu compromisso com o rigor fiscal.
Dilma não foi tão rigorosa em 2013. Prometera economizar 2,3% do PIB. Mas entregou um superávit de 1,9%. Sabe que agora, para soar crível, não basta dizer que fará. Será necessário demonstrar como a meta será atingida. Sob pena de não ser tomada a sério a suposta decisão do governo de ajustar a dosagem dos juros,  elevando a contribuição das contas públicas no esforço para deter a inflação.
O governo não tem a pretensão de trazer o índice de inflação para o centro da meta oficial, que é de 4,5%. Trabalha para chegar ao final do ano mais perto dos 5% do que dos 6%. Acha que o essencial é exibir índices declinantes, sinalizando para a normalização futura. São modestas também as ambições quanto ao crescimento da economia. Qualquer coisa na vizinhança dos 2% do PIB será motivo de festejos.
Imagina-se que, com um PIB na casa dos 2%, uma inflação no cabresto e um torniquete nos gastos, Dilma estará, por assim dizer, blindada contra os ataques econômicos que lhe serão dirigidos pelos rivais Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). De resto, avalia-se que as críticas da oposição tenderiam a cair no vazio quando confrontadas com o desemprego irrisório —4,3% em dezembro, 5,4% na média de 2013. O governo não exclui de suas projeções a hipótese de deterioração desse quadro até o final do ano. Nada capaz de produzir reviravoltas eleitorais.
Nesse cenário em que 2014 é apresentado como uma rua ladrilhada para Dilma, programas como o Mais Médicos e o Minha Casa, Minha Vida entram como pedrinhas de brilhante para a reeleição passar. Só falta combinar com os russos.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dólar deixa instável economia e emergentes cogitam nova moeda

28/1/2014 13:14
Por Redação, com agências internacionais - de Washington


O yuan vale cerca de 1/5 do dólar
O yuan vale cerca de 1/5 do dólar
O desordenamento que a flutuação da moeda norte-americana vem causando nos países emergentes como a Argentina e, em menor proporção, o Brasil, reforçou a tese de que os países que não integram a América do Norte e a União Europeia devem adotar uma nova moeda, capaz de fazer frente ao poderio do dólar e das grandes economias mundiais. A tese, exposta em um artigo publicado na agência chinesa de notícias Xinhua, com a assinatura do Partido Comunista Chinês (PCCh), já alertava no ano passado para a necessidade da adoção de moeda alternativa ao dólar nas reservas internacionais, a fim de reduzir os riscos criados pelas “turbulências” norte-americanas.
O artigo, em uma de suas críticas mais duras aos EUA, afirma que o risco de calote norte-americano reforça a
necessidade de “desamericanizar” o mundo. A China, que é o maior credor da dívida externa dos Estados Unidos, não poupa críticas à política externa do governo de Barack Obama.
“Em vez de honrar seus compromissos como um líder responsável, uma Washington autocentrada abusou do status de superpotência e introduziu mais caos no mundo, transferindo riscos financeiros ao exterior, instigando tensões regionais em meio a disputas territoriais e travando guerras sob o pretexto de mentiras”, aponta o texto.
A razão do artigo publicado em outubro de 2013 ficou evidente, nesta terça-feira, nos distúrbios financeiros deflagrados em Buenos Aires. E os países emergentes, que nos tempos da crise financeira global se tornaram a esperança do mundo ocidental, enfrentam momentos difíceis, com fuga de dinheiro de investidores e consequente desvalorização de suas moedas. Não muito tempo atrás, quando os bancos centrais dos países ricos reduziram suas taxas de juros para quase zero, o fluxo era o contrário: os emergentes foram inundados com capital de investimento vindo das nações ricas, atraído pelas altas taxas de crescimento e juros comparativamente altos.
No entanto, desde que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, passou a testar o abandono dessa política monetária ultraexpansionista, investidores privados e institucionais retiram quantias bilionárias dos países emergentes, na esperança de conseguir novamente retornos mais elevados em seus países de origem – e com menos riscos.
– O desenvolvimento atual explica por que os ministros das Finanças dos países emergentes disseram anteriormente: ‘nós não queremos esta grande liquidez’. Porque, embora este capital de investimento leve inicialmente a um desenvolvimento econômico positivo, leva também a um superaquecimento. E, assim, o arrefecimento já está quase pré-programado – diz Günter Beck, professor de macroeconomia europeia na Universidade de Siegen.
Economia desordenada
De fato, ambos os movimentos de capitais – entrada na crise, saída após a crise – não foram particularmente benéficos para os países emergentes. A forte entrada de capital na época da crise financeira levou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a falar de uma “guerra cambial”. Segundo Mantega, com juros próximos do zero, a política monetária do Fed inundou o Brasil com capital especulativo, levando os juros locais às alturas e desvalorizando o real, provocando a ameaça de uma perigosa bolha inflacionária e pondo, ao fim, toda a economia em desordem.
Qualquer ministro das Finanças ou da Economia tenta atrair capital e investimentos estrangeiros para seu país. Mas tudo depende da dose. O que, em tempos normais, conduz ao crescimento e à criação de postos de trabalho pode se tornar um problema se um país registrar uma grande entrada de dinheiro em curto intervalo de tempo, de forma que ela não pode ser devidamente absorvida.
– Muito em muito pouco tempo: isso significa alocações inadequadas desse capital, ou seja, um superaquecimento e possíveis crises – explica Beck.
Moedas sob pressão
Mas da mesma forma que as moedas de países emergentes sofreram, na época da enxurrada de dinheiro, uma enorme valorização, elas se encontram hoje em queda livre – devido à grande fuga de capitais em tão pouco tempo. Assim, o Banco Central da Argentina já desistiu da compra de divisas para apoiar o câmbio, o que fez com que a cotação do peso reagisse com uma queda de 20% na semana passada. A pressão é particularmente forte sobre as moedas de países que são especialmente dependentes do capital estrangeiro – como a Turquia. Mas também o rublo russo, o rand sul-africano, o real brasileiro ou o peso mexicano perderam maciçamente valor – e registram as menores cotações dos últimos anos.
A fuga de capitais estrangeiros começou em maio do ano passado, quando o então presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, cogitou perante o Congresso a possibilidade de um tapering, a desistência gradual da política monetária ultraexpansionista de juros quase zerados.
– É sempre muito, muito difícil extrair essa política. Creio que também não é aconselhável fazê-lo numa situação de crise. A meu ver, no entanto, isso é fundamental para a estabilidade a longo prazo – avalia Beck. Os especialistas concordam que praticar uma política de dinheiro barato por muito tempo pode provocar novas bolhas de preços e ativos.
Teoria na prática
Mas agora também se pode ver que abandonar essa política não é assim tão fácil. “O sofrimento é quase inevitável”, diz Beck. Segundo ele, a política do dinheiro barato teve efeitos bastante positivos. Uma inversão dessa política implica também uma inversão dos efeitos.
– Os políticos devem levar em consideração que essa mudança provoca efeitos reais negativos – alerta.
Segundo o professor da Universidade de Siegen, a longo prazo, sempre haverá objetivos conflitantes quando um Banco Central não estiver comprometido somente com a meta da estabilidade monetária, mas também com o crescimento e a criação de empregos, como é o caso do Fed americano. Ao menos na teoria, o Banco Central Europeu (BCE) se encontra numa situação mais confortável. Pois, no papel, ele só precisa se preocupar com a estabilidade do euro e nada mais.
– A política do Banco Central deveria ser configurada de maneira a não sentir nenhuma obrigação frente à economia real, ou seja, que ela não tenha o controle sobre o ajuste da economia real como objetivo – diz Beck.
Mas, em tempos de crise, uma coisa é a teoria, outra é a prática. Indagado se ele teria reagido diferentemente de Ben Bernanke ou do presidente do BCE, Mario Draghi, o professor de macroeconomia europeia respondeu:
– Provavelmente não.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014




Rede quer rompimento com o PSDB e candidatura em Minas

Texto postado no Facebook fala em “dar fim à hegemonia” dos tucanos e “oxigenar” a gestão

       
ELEICOES 2010
União. Fiel a Marina Silva, Zé Fernando defende a candidatura própria do PSB e pode ser a opção

PUBLICADO EM 23/01/14 - 04h00


Se depender das lideranças da Rede Sustentabilidade, o apoio do PSB à chapa encabeçada pelos tucanos ao governo de Minas pode naufragar, a exemplo do cenário que vem se desenhando em São Paulo.
 


Em nota postada ontem no perfil do diretório estadual da Rede no Facebook, os “marineiros” pedem o lançamento de uma candidatura própria para por fim à “hegemonia do PSDB em Minas Gerais”. Conforme a nota, a Rede quer “oxigenar” a prática política no Estado “desgastada com o rodízio de velhos grupos no poder e há muito tempo incapaz de ousadia e inovação”. O alvo da crítica é o PSDB, que, no fim do ano, completará 12 anos à frente do Executivo.
Para o ex-deputado federal José Fernando Aparecido, militante da Rede que se filiou ao PSB após a adesão da ex-senadora Marina Silva à sigla, é importante que o partido tenha candidato próprio nos principais colégios eleitorais do país, como São Paulo, Minas e Rio.
“O PSB tem uma candidatura nacional, que pode ser com a Marina, e que é uma alternativa à polarização PT-PSDB. Isso também se desdobra nos Estados”, afirma.
A aliança entre tucanos e socialistas tem como principal defensor o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). Ele vem afirmando, reiteradamente, que a tendência de sua legenda é apoiar o candidato tucano ao governo. Provavelmente o nome lançado pelo PSDB será o do ex-ministro Pimenta da Veiga.
O secretário nacional do PSB, Carlos Siqueira, confirma que o partido não tem se movimentado para lançar um candidato ao Palácio Tiradentes. Ele destaca, porém, que o caso de Minas é diferente do de São Paulo e de outros Estados. “Em São Paulo e no Rio, não se trata somente da posição da Rede. Nós do PSB também somos a favor de lançar um nome próprio”, explica.
Locais. O presidente do PSB em Minas Gerais, deputado Júlio Delgado, afirma que a prioridade da legenda é construir um palanque de apoio no Estado para a chapa de Eduardo Campos (PSB) e Marina. Ele destacou, porém, a importância de traçar acordos mirando o segundo turno.
Já o presidente do PSDB estadual, deputado Marcus Pestana, questiona a legitimidade da Rede. “Vamos dialogar com a Rede em Minas Gerais quando ela tiver existência institucional e jurídica. Nosso diálogo é com o PSB, onde a Rede se encontra abrigada”. Pestana ainda alerta que a postura da Rede, reativa a alianças em Estados, como São Paulo, “pode levar Eduardo Campos a um extremo isolamento”.
São Paulo
Racha. Em São Paulo, o apoio do PSB à reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) estava praticamente selado até o mês passado. Após pedido de Marina Silva, a sigla cogita lançar candidato próprio