sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


Corregedora comemora decisão do STF que reforçou poderes de investigação do CNJ

Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro, Brasília  

A ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiçae pivô da crise entre as associações de juízes e o Conselho Nacional de Justiça, declarou-se “muito feliz” com adecisão provisória do Supremo Tribunal Federal que reforçou a competência do CNJ para abrir processos disciplinares contra magistrados à revelia das corregedorias dos tribunais. E admitiu que esse entendimento — ao reforçar “amplos poderes” para o CNJ — terá “repercussão” no julgamento futuro do mandado de segurança em que a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) contesta o ato em que ela determinou a quebra do sigilo bancário e declarações de renda de magistrados, servidores e seus familiares, em 22 tribunais, sem autorização judicial prévia.
No entanto, a corregedora fez questão de esclarecer que a decisão do STF sobre a “competência concorrente” e não apenas “subsidiária” do CNJ, em face das corregedorias estaduais “ainda é provisória”. Assim, a liminar do ministro Marco Aurélio continua “em plena eficácia” até a publicação do acórdão do julgamento. Além disso, ela lembrou que o plenário do STF só vai concluir o julgamento referente ao referendo da liminar na próxima quarta-feira, já que ainda serão analisados quatro artigos da Resolução 135/11, atacada na ação de inconstitucionalidade da AMB. 
Eliana Calmon declarou-se “muito feliz” com a decisão provisória do STF que reforçou a competência do CNJ
Eliana Calmon declarou-se “muito feliz” com a decisão provisória do STF que reforçou a competência do CNJ
Justiça engrandecida
Em entrevista coletiva na sede do CNJ, na tarde desta sexta-feira, Eliana Calmon disse inicialmente que queria “agradecer ao povo brasileiro à sociedade, que acompanharam todo esse movimento de cidadania”.
“Tudo isso foi ocasionado pelo próprio STF que, numa atitude de vanguarda e de prudência, adiou 13 vezes a votação, para que fosse possível à sociedade discutir e amadurecer as ideias. Só depois disso é que o STF começou a julgar a tese que tem grande importância e relevância social. Dai porque acho que a justiça brasileira está engrandecida com essa maturidade e com essa posição do Supremo. Em 32 anos de magistratura, nunca vi, no Brasil, uma discussão tão ampla e tão participativa da sociedade como um todo, das pessoas mais simples aos juristas mais renomados”, afirmou a ministra-corregedora do CNJ.
Apoio da magistratura
Eliana Calmon espera que eventuais “mágoas” e “questionamentos de ordem pessoal” fiquem “zerados” ao final dos julgamentos pelo STF das ações sobre os limites dos poderes investigativos do CNJ.
“Vamos todos — as corregedorias todas e as associações de juízes — dar as mãos, para fazer a justiça que o Brasil precisa. Tenho tido muito apoio da magistratura brasileira que, em sua grande maioria, comunga com o entendimento de que é necessário fiscalizar, o que engrandece os bons juízes, que trabalham sem que alguém fiscalize seus procedimentos” - disse ainda a ministra.
Ela reafirmou não existir nenhuma “devassa ou caça às bruxas” no âmbito do CNJ, e explicou que a maioria das representações que chegam à Corregedoria Nacional são encaminhados para as corregedorias dos tribunais estaduais. “Só tomamos a iniciativa de agir originariamente quando se trata de representações contra desembargadores - casos em que é mais difícil a apuração pelos próprios tribunais - ou quando o juiz reclamado tem algum problema com os próprios colegas. Isso não significa, como dizem alguns, que fazemos uma seleção de “processos midiáticos”. Basta dizer que, hoje, tenho em tramitação da Corregedoria, parados, 56 processos. E sabem vocês de algum nome que está sob investigação? Não sabem, porque, nessa primeira fase, os processos são sigilosos, já que não temos ainda uma base para saber se são verdadeiros os fatos apresentados”, comentou Eliana Calmon.  
Tags: amb, cnj, corregedoria, eliana calmon, julgamento

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


Brasil será o 2º país em número de visitantes aos EUA

"Diferença nos preços de produtos eletrônicos muitas vezes acaba pagando a viagem dos brasileiros aos EUA"


O aumento no total de turistas brasileiros nos Estados Unidos não é resultado apenas da boa situação econômica do Brasil. Segundo o Departamento do Comércio americano, em sua análise para justificar a previsão de crescimento de visitantes ao país, afirma que a "diferença nos preços de produtos eletrônicos muitas vezes acaba pagando a viagem dos brasileiros aos EUA".

Além disso, de acordo com o governo americano, o "valor da moeda brasileira, o ímpeto para viajar, especialmente quando há condições de financiamento, o crescimento da classe média e a taxa de desemprego baixa" também contribuem para a onda de turismo de brasileiros viajando aos EUA.

O Brasil será, nos próximos quatro anos, o segundo país que mais crescerá em número de visitantes, atrás apenas da China. Em 2016, de acordo com previsão do Departamento do Comércio, 2,8 milhões de brasileiros visitarão os EUA. O crescimento, quando comparado a 2010, será de 135%. Apenas a China registrará um aumento maior, estimado em 274%.

Nos próximos quatro anos, mais brasileiros visitarão os EUA do que franceses e alemães. A China passará o Brasil, que ocupará ainda assim a sexta posição. E, conforme frisa o governo americano, Canadá e México, que lideram o ranking, devem ser considerados exceções pois são fronteiriços. Todos os dias, milhares de mexicanos e canadenses atravessam a divisa para o território americano para trabalhar, e não para turismo.

Desta forma, além dos chineses, somente britânicos, com relações históricas com os americanos, e japoneses superarão os brasileiros no total de turistas. Destes, apenas os da China costumam gastar mais do que os viajantes vindos do Brasil. De acordo com os dados mais recentes do Departamento do Comércio, os brasileiros gastaram US$ 5,9 bilhões em 2010. Este valor, equivalente a mais metade do PIB do Haiti, deve ter crescido ainda mais no último ano.

Depois de anos enfrentando dificuldades para conseguir visto para os Estados Unidos, os brasileiros passaram a ser cortejados pelos americanos, que estão de olho justamente no aumento no número de visitantes do Brasil e nos gastos em suas viagens para cidades como Nova York, Miami e Orlando.

Estes números levaram o presidente Barack Obama a anunciar medidas nesta semana para facilitar a concessão de vistos para brasileiros, incluindo a eliminação de entrevistas para quem for renovar os vistos e para certas categorias de idosos e crianças. Também haverá um esforço para acelerar a concessão de vistos, reduzindo o prazo para três semanas.




domingo, 22 de janeiro de 2012


O que Publicam os Principais Jornais e Revistas do País, neste DOMINGO (Sinopse Radiobras)


O Globo

Manchete: Movimentação suspeita no TRT-RJ foi a maior do país
Juízes e funcionários do Tribunal Regional do Trabalho da 1° Região, no Rio, movimentaram quase R$ 320 milhões em operações financeiras suspeitas na última década, o maior volume do país detectado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Só funcionários do tribunal do Rio movimentaram 53,7% dos R$ 594 milhões citados no relatório feito pelo Coaf sobre tribunais de todo o país a pedido da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além do funcionário do TRT que girou R$ 282 milhões e seria um ex-doleiro, houve mais R$ 38 milhões em operações atípicas. Depois do TRT do Rio, aparecem os tribunais de Justiça de São Paulo e da Bahia com os maiores volumes - R$ 90,7 milhões e R$ 60,2 milhões. Não há prova, porém, de que todas as operações sejam irregulares. A investigação sobre juízes é o mais recente capítulo da crise no CNJ, que se arrasta há dois anos e inclui dossiês, bate-bocas e gavetas arrombadas. (Págs. 1, 3, 4 e 9 )
Tripulação, desmonte autorizado
A história de sete aviões sucateados da Varig e da Varig Log que, após anos parados no Galeão, vão virar panela. (Págs. 1 e Revista)
Boa chance
Nova lei pode levar a bloqueio de e-mails. (Pág. 1)
As agendas trocadas nos fóruns globais
Enquanto o Fórum Social Mundial debate esta semana em Porto Alegre o desenvolvimento sustentável, executivos e líderes globais se reúnem em Davos para discutir a falência do atual modelo do capitalismo. (Págs. 1 e 42)
A história de mora
Com a mão beijada pelos inimigos

Personagem da política brasileira, Orestes Quércia teve a mão beijada por inimigos. Ulysses Guimarães dizia: "Ruim com ele, pior sem ele." (Págs. 1 e 12)
País atrai atletas estrangeiros
O número recorde de 34 estrangeiros no campeonato nacional de basquete mostra que jogar no Brasil vale a pena. No rastro da valorização do real e de competições mais organizadas no país, a imigração de esportistas chega a mais de cem e atrai até medalhista olímpico. (Págs. 1 e Esportes)
Bandeiras políticas nos blocos do Rio
Legalização da maconha e alimentos sem agrotóxicos estão entre os temas dos novos blocos cariocas engajados. (Págs. 1 e 36)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Aprovação do 1º ano de Dilma bate recorde de Lula
Segundo Datafolha, 59% dos brasileiros consideram gestão ótima ou boa; queda de ministros não afetou popularidade

Pesquisa Datafolha feita na última semana mostra que 59% dos brasileiros consideram a gestão de Dilma Rousseff ótima ou boa.

O crescimento de 10 pontos percentuais em seis meses faz a presidente atingir o maior índice de aprovação ao final do primeiro ano de governo desde a volta das eleições diretas, em 1989. (Págs. 1 e Poder A4)

Eliane Cantanhêde

Enquanto economia estiver sob controle, adversários não têm o que dizer. (Págs. 1 e Poder A8)
País vira destino preferencial de imigrantes na América Latina
A fragilidade na fiscalização das fronteiras terrestres e o crescimento econômico transformaram o Brasil no destino preferido de imigrantes na América Latina.

A decisão do governo de exigir o visto para a entrada de haitianos transformou Tabatinga, no Amazonas, numa espécie de limbo, informa Luisa Belchior. (Págs. 1 e Mundo A22)
Elio Gaspari
Fila em consulados no Brasil é bálsamo para os americanos. (Págs. 1 e Poder A13)
Revitalização da Nova Luz ainda enfrenta riscos
Há dois fatores a assombrar a revitalização da cracolândia: Kassab teme não ter tempo para licitar a reconstrução, e o projeto pode não interessar ao mercado de imóveis, relata Raul Juste Lores. (Págs. 1 e Cotidiano C10)
Com real forte, brasileiro compra mais no exterior
Câmbio favorável, preço baixo, qualidade e variedade impulsionam o turismo de compras no exterior. Cada vez mais brasileiros viajam para comprar roupas, sapatos e eletrônicos mais baratos. (Págs. 1 e Mercado B4)
Boa notícia
Hospitais já podem fazer transplante simultâneo de órgãos. (Págs. 1 e Saúde C12)
Esqueletos da Copa de 50
Estádios que receberam partidas no Mundial caem no ostracismo. (Págs. 1, D6 e D7)
Editoriais
Leia “Miopia dominante”, sobre estreitamento do debate econômico no país, e “Ordem no laranjal”, acerca de regras para concessões de rádio e TV. (Págs. 1 e Opinião A2)
O poder da educação
Caderno mostra que escolaridade é o principal fator que distingue as classes no país. (Págs. 1 e Classes Sociais)
Cresce busca por cursos técnicos em escolas de línguas (Págs. 1 e Idiomas)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Brasil tem menos de 1% de domicílios na classe E
Em uma década, 10 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema, mostram dois diferentes estudos

Pesquisas de duas consultorias, feitas com metodologias distintas, mostram que pela primeira vez a classe E, base da pirâmide social, representa menos de 1% dos 49 milhões de domicílios existentes no País, informa repórter Márcia de Chiara. Hoje, 404,9 mil, ou 0,8% dos lares, são de classe E, segundo os cálculos do estudo feito pela IPC Marketing. Em 1998, eram 13%. O Instituto Data Popular mostra que em 2001 a classe E era 10% da população (17,3 milhões). Em 2011, havia caído para 3,6% (7 milhões), segundo o estudo, que divide a população pela renda mensal per capita – até R$ 79 para a classe E. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Projeto de irrigação não avança em PE
Obras em reduto de ministro consomem R$ 1,1 bi e precisam de parceiros privados

Após investimentos federais de R$ 1,1 bilhão, duas obras para irrigação de áreas agrícolas em Petrolina (PE) ainda devem receber R$ 160 milhões até 2015 do Programa de Aceleração do Crescimento, relata a enviada especial Marta Salomon. Elas estão no reduto da família do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e ocupam o primeiro lugar no plano do governo de busca de parceiros privados para projetos de irrigação. (Págs. 1 e Nacional A4 e A6) 
5 mil viciados são internados à força em SP
Enquanto se discute na esfera jurídica se a internação compulsória de viciados em crack é válida ou não, ao menos 5.013 dependentes de drogas foram internados de forma involuntária em São Paulo nos últimos oito anos. Na média, são quase dois por dia. Contando outras doenças psiquiátricas, são 32.719 casos, diz o Ministério Público. (Págs. 1 e Metrópole C1)
Cremesp não dá aval a partos em casa (Págs. 1 e Vida A22)

Redes sociais acirram primárias republicanas (Págs. 1 e Internacional A12)

Sacola plástica deixa de ser oferecida na quarta (Págs. 1 e Vida A25)

Hackers atacam sites brasileiros em protesto (Págs. 1 e Economia B14)

Roberto Romano
Visibilidade e democracia

Descobertos os seus erros, os donos dos palácios desejam aplicar viseiras novas no Ministério Público e na mídia. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Notas & Informações
Além do assistencialismo

A “inclusão produtiva” adiciona uma dimensão nova e promissora às políticas sociais. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Pegou o carro e morreu com cinco amigas
A imprudência no trânsito provocou uma tragédia chocante no Distrito Federal. Seis brasilienses, entre 16 e 19 anos, morreram na madrugada de ontem, após um capotamento em Ceilândia, na BR-070. O motorista, Espedito da Silva Júnior, não tinha habilitação para dirigir. Ele vinha de uma festa com cinco passageiras e, segundo relatos, estava em alta velocidade. Os corpos só foram encontrados no início da manhã, quando familiares puderam reconhecer as vítimas.

Espedito Júnior, 19 anos
Francisca Lima, 19 anos
Jéssica do Nascimento, 18 anos
Duanny Veras, 17 anos
Daniela Barros, 17 anos
Ingrid de Freitas, 16 anos

Caminhão atropela ciclista em Santa Maria

Placar de vítimas do trânsito no DF em 2012: 013 mortes (Págs. 1 e 23)
Saúde: Cautela na hora de contratar um plano
A morte do secretário de Recursos Humanos do governo federal, Duvanier Paiva Ferreira, após procurar três hospitais da cidade, reacendeu a discussão sobre o desrespeito ao direitos dos clientes. Antes de escolher, o consumidor deve avaliar itens como a extensão da cobertura e as necessidades da família, recomendam especialistas. Ontem, nos hospitais envolvidos no caso, pacientes reclamaram na demora no atendimento. (Págs. 1, 12 e 13)
Estratégias de uma presidente
Táticas para identificar vazamento de informação e rigor na hierarquia são hábitos de Dilma Rousseff adquiridos nos tempos da ditadura e hoje adotados no Planalto. (Págs. 1 e 5)
Hackers miram sites do GDF
O grupo de ativistas Anonymous tentou derrubar sites oficiais, mas técnicos tiraram os sistemas do ar preventivamente. (Págs. 1 e 15)
De portas abertas ao conhecimento
Brasileiros altamente preparados ocupam empregos disputados em países que buscam imigrantes com boa formação técnica, como Canadá e Austrália. (Págs. 1 e Trabalho & Formação Profissional, capa)
Governo: Sergio Gabrielli vai deixar Petrobras
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, renunciará ao cargo provavelmente já na próxima reunião do Conselho de Administração, em 13 de fevereiro. Ele vai assumir uma secretaria importante na Bahia, num ensaio para a candidatura ao governo estadual em 2014. Dilma Rousseff escolheu para substituí-lo a diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Foster. Outras mudanças devem ocorrer na diretoria da empresa. (Pág. 1)
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Estado de Minas

Manchete: Em poder da Justiça
Pátios e galpões dos tribunais mineiros estão abarrotados com mais de 1,3 milhão de bens apreendidos

Morosidade dos processos faz com que imensa quantidade de mercadorias fique “mofando” anos nos depósitos em Minas. Apenas imóveis e veículos confiscados no estado desde 2009 estão estimados em R$ 35 milhões. No país, são mais de 2milhões de itens recolhidos nos últimos anos, no valor de R$ 2,3 bilhões. A Corregedoria Nacional de Justiça pretende lançar um plano para simplificar os trâmites na liberação desse material para destruição, doação ou leilão, com renda destinada a programas de segurança nacional. (Págs. 1 e 3)
Após a tragédia, o desamparo
Duas semanas depois de as chuvas que castigaram o estado darem trégua, o Estado de Minas percorreu Além Paraíba e Guidoval, na Zona da Mata, as duas cidades mais devastadas, e constatou cenários ainda desoladores. Barro e destroços continuam por toda parte. Reconstruir é um desafio que muitos não sabem por onde começar. O que mais se ouve são histórias de perdas. Como a do aposentado Manoel Xavier, em Além Paraíba, que teve o quarto, que acabara de reformar, e a oficina destruídos. Ou a de José Mendonça, que viu o rio levar sua casa em Monumento do Guido, distrito de Guidoval. (Págs. 1 e 21 a 23)
10 anos do crime que abalou BH
Em 25 de janeiro de 2002 era assassinado a tiros, à luz do dia e a poucos metros do Tribunal Regional Eleitoral, o promotor Francisco Lins do Rêgo Santos. Ele havia denunciado a máfia de combustíveis, que lucrava misturando solventes à gasolina. Para revolta da família, o mandante do crime, empresário Luciano Farah, já está em regime aberto (apenas dorme num albergue) e os outros dois envolvidos, livres. (Págs. 1, 24 e 25)
Aumentam as aposentadorias por via judicial (Págs. 1 e 13)

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Jornal do Commercio

Manchete: João Paulo é o preferido
Nos cenários em que é colocado na disputa pela Prefeitura do Recife, no primeiro levantamento do JC/Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, ex-prefeito largaria à frente. Sem ele, disputa é apertada entre Mendonça e João da Costa. (Págs. 1 e 8 a10)
Empregos mudam relações de trabalho
Com os grandes investimentos, empresas aumentam salários e oferecem benefícios para não perder seus funcionários para Suape. (Págs. 1 e Economia 6 e 7)
Transnordestina
Ferrovia já movimenta trens no Estado, mas viagens ainda são curtas, para transporte de cargas. (Págs. 1 e Economia 9)
Foto legenda: Lixo hospitalar
Dois contêineres que entravam em Suape com resíduos de hospitais foram embarcados de volta aos EUA. Navio seguiria às 22h. (Págs. 1 e Capa Dois)
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Veja

Manchete: Passou dos limites?
A reação a uma cena tórrida de sexo no BBB mostra que, felizmente, nem tudo é permitido, mesmo quando tanto se anuncia o fim da privacidade. (Pág. 1)
Crack: A forma mais mortal da cocaína chega à classe média. (Pág. 1)

São Paulo: A metrópole que o Brasil ama odiar (Pág. 1)

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Época

Manchete: A vida sem empregada
As profissões que vão acabar no Brasil – e por isso é bom para o país

Dicas para reorganizar as tarefas de casa.

Os novos serviçoes que facilitam a vida dos sem-doméstica. (Pág. 1)
Exclusivo: “Vou te contar, eu sou bandido”
ÉPOCA revela diálogos telefônicos de magistrados suspeitos de vender sentenças. (Pág.1)
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ISTOÉ

Manchete: Falha humana
Naufrágio do navio Costa Concórdia na Itália, por inabilidade e imprudência do comandante, expõe o quanto ainda estamos reféns de erro humano apesar de toda a tecnologia disponível nos meios de transporte atuais. E mais:

80% dos acidentes marítimos e 46% dos aéreos são causados por falha humana;

Quem é Francesco Schettino, o homem que abandonou o navio que estava sob seu comando;

O que ainda pode acontecer: os danos ambientais, a remoção do combustível e a retirada do navio da costa italiana. (Pág. 1)
Especial – As 100 personalidades mais influentes no Brasil e no mundo em 2012 (Pág. 1)

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ISTOÉ Dinheiro

Manchete: 1 bilhão em 7 anos
Exclusivo

A incrível história do empreendedor Erasmo Carlos Battistella, que começou com um posto de gasolina e, em menos de uma década, montou a maior empresa de biodiesel do País. (Pág. 1)
Crédito: Nota do Brasil vai subir, diz Standard & Poor's (Pág. 1)

MBA na favela: O que alunos de Harvard aprenderam no Rio (Pág. 1)

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Carta Capital

Manchete: Espaço para todos
A onda migratória rumo ao Brasil exige conciliar interesses econômicos e direitos humanos. (Pág. 1)
Europa
Caem as máscaras: a crise é de todo o continente. (Pág. 1)
Moçambique
A igreja de Edir Macedo expande seus negócios. (Pág. 1)
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EXAME

Manchete: Uma viagem bilionária
Um em cada três turistas brasileiros viaja com a CVC, empresa criada por Guilherme Paulus. Como o empreendedor que vendia pacotes turísticos para metalúrgicos se tornou um dos maiores empresários do setor no mundo. (Pág. 1)
Educação - Os bastidores do maior negócio já feito no país (Pág. 1)

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Zero Hora

Manchete: A vida depois da Febem: Meninos condenados
Ao reconstituir a trajetória de 162 infratores de 2002, ZH localiza 114 condenados(55 deles presos) e 48 mortos. (Págs. 1, 25 a 29)
Cai o número de mortes nas estradas do RS
Queda de 7,7% na estatística de 2011 rompe curva ascendente dos últimos cinco anos. (Págs. 1, 4 e 5)
90 anos: Homenagem em bronze para Brizola
Pedetistas encomendaram estátua a artista carioca para marcar aniversário de ex-governador. (Págs. 1 e 10)
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Brasil comemora 6º lugar entre as maiores economias do mundo


Apesar da conquista, o PIB per capita e o nível de vida dos brasileiros estão muito atrás de europeus e americanos


AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA
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Guido Mantega afirmou que o Brasil precisa de 10 a 20 anos para alcançar o nível de vida europeu


O Brasil comemora, orgulhoso, a conquista da sexta posição entre as maiores economias do mundo, mas especialistas e o governo admitem que o país só conseguirá alcançar os níveis de vida europeus em 20 anos e que ainda há grandes desafios pela frente, como erradicar a miséria.

"Do ponto de vista psicológico, esta é uma vitória de fim de ano fantástica, fora de série", disse o professor de administração da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, Ricardo Teixeira. "Mas não só o Brasil contribuiu para isto. A conjuntura mundial e principalmente a europeia também influenciaram", acrescentou.

Os principais jornais brasileiros comemoraram na capa de suas edições desta terça-feira (27) a notícia de que a economia brasileira deixou para trás a do Reino Unido, situando-se na sexta posição mundial, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.

A informação havia sido dada na véspera pelo Centro de Pesquisas em Economia e Negócios (CEBR, na sigla em inglês), com sede em Londres.

No entanto, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita e o nível de vida dos brasileiros estão muito atrás dos de europeus e americanos.

O Brasil terminará o ano de 2011 com um PIB de US$ 2,5 trilhões contra US$ 2,8 trilhões da França, em quinto lugar. Mas o PIB per capita brasileiro é de US$ 12.900 dólares contra US$ 44.400 da França e US$ 48.100 dos Estados Unidos, primeira economia mundial, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Uma simulação feita pela agência de classificação de risco brasileira Austin Rating avaliou que em um cenário de crescimento otimista (+6,5% de crescimento ao ano), o PIB per capita do Brasil só alcançará o do gigante britânico em 2028.

O gigante sul-americano ainda tem grandes desafios a superar, como erradicar o analfabetismo, atualizar uma infraestrutura insuficiente, melhorar a saúde pública e acabar com a miséria, que segundo especialistas afeta 16 milhões dos 190 milhões de brasileiros.

"Este anúncio mostra a grandeza do Brasil e demonstra que o país é hoje uma grande potência econômica. Esta melhora do PIB é um reflexo de todas as medidas implementadas pelo país desde o início do Plano Real", criado em 1994 para estabilizar a economia, afirmou Alex Agostini, economista chefe da Austin Rating.

Parte da melhora do PIB do Brasil "se deve ao seu crescimento, parte é resultado do fortalecimento do real e parte é pela crise na Europa; o continente (europeu) terá uma década de crescimento baixo ou nenhum, como o Japão", disse o economista José Márcio Camargo, citado pelo jornal O Globo.

Mas "por outro lado, ainda há muito a fazer; serão necessários 20, 30 anos de ajustes para reduzir as diferenças sociais que existem no Brasil", acrescentou Agostini.

A erradicação da miséria é um dos grandes desafios da presidente Dilma Rousseff, que completa no domingo um ano de governo e que na segunda-feira prometeu que não descansará até alcançar esta meta.

"O Brasil tem uma carga tributária muito elevada, de países desenvolvidos, mas oferece à sociedade serviços públicos, como saúde e educação, do nível de um país subdesenvolvido", lamentou Agostini.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na segunda-feira (26) que o Brasil precisará de 10 a 20 anos para alcançar o nível de vida dos europeus.

"Isto significa que vamos ter que continuar crescendo mais do que estes países (desenvolvidos), aumentar o emprego e a renda da população. Temos um grande desafio pela frente", admitiu.

No entanto, Mantega mostrou-se otimista. "O FMI prevê que o Brasil será a quinta economia (do mundo) em 2015, mas acho que isto ocorrerá antes", disse o ministro, destacando que o Brasil cresce duas vezes mais rápido que os países europeus.

"Por isso, é inexorável que passemos à França e no futuro, quem sabe, a Alemanha, se ela não tiver um desempenho melhor", afirmou.


Brasil

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Brasil está pronto a contribuir com FMI, diz Dilma a líderes do G20 (Postado por Erick Oliveira)

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (3),  durante reunião de líderes do G20 em Cannes, na França, que o Brasil está disposto a contribuir com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para auxiliar na solução para a crise financeira que atinge a Europa.
Em almoço que marcou o início da reunião do G20, Dilma disse ainda que os países desenvolvidos precisam agir com rapidez e pediu aos líderes detalhes do pacote europeu anticrise. Ela diz temer que a crise "respingue" nos países em desenvolvimento.
A expectativa na semana passada era de que o G20 pudesse definir um modelo de apoio ao plano de resgate da Grécia aprovado pela União Europeia na última quinta-feira. O Brasil vinha afirmando sua disposição de fornecer mais recursos via acordos bilaterais com o FMI que pudessem se traduzir no compromisso de futuros aumentos de cotas na instituição.
As incertezas em torno da zona do euro, contudo, se aprofundaram após a convocação pelo governo grego de um plebiscito para consultar a população sobre o plano de resgate, ou sobre a permanência no euro. Em meio a preocupações crescentes de que a Grécia possa deixar a moeda comum europeia, diminuiu a expectativa de que o grupo, e em particular a China, possa se comprometer com uma ajuda mais substancial a Atenas.
Dilma Rousseff voltou a defender os investimentos sociais como medida anticrise. "A inclusão de 40 milhões de pessoas na classe média foi não somente uma imposição moral como também uma questão de enfrentamento econômico."
Rodada de Doha
A presidente Dilma afirmou ainda que a crise exige medidas para combater a guerra cambial e garantir os compromissos assumidos na Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio.
"É conhecido por todos o empenho do Brasil na retomada da Rodada de Doha. Mas é preciso dizer também que a atual crise econômica também provocou problemas cambiais e a ampliação de liquidez que afeta muitos países, como o Brasil. A Conferência da OMC em dezembro deve ser oportunidade para retomar nosso compromisso de Doha, assim como discutir a questão cambial e as questões de segurança alimentar, incluindo subsídios agrícolas", afirmou a presidente Dilma.
OIT
Dilma Rousseff manifestou apoio à tese da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de um piso único de renda como medida de proteção mundial.
“Tem efeito inequívoco contra a crise. O Brasil não irá se opor a uma taxa financeira mundial, se isso for um consenso entre os países a favor da ampliação dos investimentos sociais.”
Pela manhã, antes da abertura dos trabalhos do G20, Dilma participou de encontro com os demais líderes dos Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China. Ainda durante a manhã, Dilma teve reuniões bilaterais com o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e com o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong.
Lula
Durante o almoço, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu a Dilma que transmitisse ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desejos de uma pronta recuperação. Lula foi diagnosticado com câncer de laringe e esta semana deu início a um tratamento quimioterápico. "Nós o amamos'" afirmou Sarkozy, que está na presidência do G20.

domingo, 30 de outubro de 2011


Em missão da Nasa, Júpiter ajudará a revelar origens da vida no Sistema Solar

REPUBLICAÇÃO:

SEXTA-FEIRA, 5 DE AGOSTO DE 2011


Em missão da Nasa, Júpiter ajudará a revelar origens da vida no Sistema Solar



O estudo sobre Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, ajudará a revelar as origens do grupo planetário graças à missão Juno da Nasa - agência espacial americana -, que parte nesta sexta-feira a uma viagem de cinco anos que tem como meta surpreender não só com respostas, mas com descobertas inesperadas.
A missão Juno é a segunda missão eleita sob o plano "Novas Fronteiras", um programa misto entre a Nasa e o setor privado, centrado em um projeto para a prospecção do Sistema Solar com um orçamento de US$ 1 bilhão.
Juno, a deusa da maternidade e protetora das mulheres na mitologia romana, partirá ao encontro de seu marido Júpiter, a principal deidade do panteão romano, a bordo do foguete Atlas V a partir do Centro Espacial Kennedy da Nasa, em Cabo Canaveral (Flórida), na busca de respostas científicas.
Em entrevista à Agência Efe, Adriana Ocampo, da divisão de Ciências Planetárias da Nasa e responsável pela missão, indica que, entre as incógnitas que se deseja desvendar, está o papel exercido por Júpiter na evolução e na origem do Sistema Solar e da Terra.
Este planeta de grandes dimensões tem um grande campo magnético que atuou como barreira para impedir que as moléculas dispersas no Universo no princípio de sua história ficassem de fora do Sistema Solar e permitissem o surgimento de vida.
Seu campo gravitacional conseguiu apanhar as moléculas de hidrogênio e oxigênio com as quais se forma a água, ingredientes fundamentais que proporcionaram o desenvolvimento dos oceanos e da atmosfera da Terra, que criaram as condições necessárias para a vida.
"Em vez de ter sido totalmente árida, como teria sido se não tivesse tido moléculas de água e atmosfera, lhe deu a oportunidade de poder capturar essas moléculas levianas", indica Ocampo. Segundo ela, a pergunta que fica pendente para a missão Juno é "por que na Terra surgiu a vida como a concebemos, e não em outros planetas".
"Sabemos que, para a vida, são necessários pelo menos três ingredientes: matéria orgânica, água líquida e uma fonte de energia", como aconteceu na Terra, "mas há outros lugares em nosso Sistema Solar que possam ter tido ou estão tendo essa combinação, o que torna esta missão especialmente interessante", explica a responsável.
Já é conhecida a composição gasosa de Júpiter, principalmente de hidrogênio e hélio, mas a comunidade científica não sabe onde começa o núcleo e se tem uma parte sólida, dúvida que buscarão desvendar com a missão Juno.
Outro dos objetivos é analisar as mudanças climáticas de Júpiter e o impacto que elas têm para a Terra. Desde o século XVII os cientistas observaram a "grande mancha vermelha" de Júpiter, uma tempestade cuja área é duas ou três vezes o tamanho da terrestre e que permanece no planeta há mais de 300 anos.
"Não conhecemos o mecanismo que faz com que uma tempestade dure centenas de anos. Se pudermos entender o sistema climático tão complexo de Júpiter, também vamos poder entender o sistema climático de nosso planeta e, talvez, prever com melhor precisão ciclones e furacões", assinala Ocampo.
Ela destaca que o campo magnético de Júpiter é tão forte que, "se fosse maior, teria sido uma estrela, não um planeta, e nosso Sistema Solar teria sido binário", ou seja, teria duas estrelas. "Mas não chegou a ter a massa suficiente para surgir como uma estrela".
Depois de mais de seis anos de preparação, a missão Juno partirá nesta sexta-feira e Ocampo considera que, tanto para ela, como para a equipe de 250 pessoas que trabalha na missão, é muito gratificante, já que "se conseguiu fazê-la ao custo atribuído e no tempo determinado".
Quando chegar a seu destino em 2016, Juno dará 33 voltas pela órbita de Júpiter para tentar responder algumas dessas perguntas. "Tenho certeza de que haverá muitas descobertas que não esperávamos", salienta a cientista.
EFE